Obra do “povo de Marrazes” abre em janeiro com casa cheia

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02 de Março de 2013

Deverá estar a funcionar a todo o gás dentro de
poucas semanas. A AMITEI, dona do novo lar de
Marrazes, vai dar resposta social diariamente a
quatro centenas de pessoas na freguesia

Cabeleireiro, ginásio, wireless, ar condicionado e animação sociocultural. Estes serão alguns dos “luxos” que os 40 utentes que estrearem, a partir de janeiro, o Lar da AMITEI (Associação de Solidariedade Social de Marrazes),em Marrazes, vão encontrar. A obra está (finalmente) concluída. Dois anos e meio depois do previsto e uma derrapagem de 1,3 milhões de euros. Com um custo total superior a três milhões de euros, a nova infraestrutura vai dar resposta nas valências de estrutura residencial para40 idosos, Centro de Dia (40utentes), apoio ao domicílio (42 utentes), cantina social para 40 famílias carenciadas, Componente de Apoio à Família para 175 crianças em idade pré-escolar e um Centro de Atividades de Tempos Livres para outras 25.“Espero que esta obra, que não é da AMITEI, é do povo de Marrazes, seja olhada com muito respeito. Com a obra concluída e as chaves na mão, agora é tempo de a elevar a um lugar de excelência e fazer dela uma referência na região”, diz Fernando Vendeirinho, presidente da direção da instituição particular de solidariedade social. Tudo deverá estar a funcionar dentro de semanas. As últimas mobílias estão a ser montadas e acertam-se alguns retoques na lavandaria, salas de arrumos, hall de entrada e cozinha. Sessenta e cinco pessoas, já contratadas, vão desempenhar funções nos diferentes serviços e estão a receber formação. Para o responsável da AMITEI definir este grupo “não foi tarefa fácil” e só “dentro de um ano” poderá dizer “tenho a equipa completamente definida”. Pensado pela primeira vezem 2002, o lar fica pronto mais de uma década depois. A obra esteve envolta em polémicas, avanços e recuos, e chegou a parar no início de 2010, registando um buraco de quase um milhão de euros. O projeto tinha, inicialmente, a comparticipação do programa PARES em 60%,cabendo 10% à Câmara de Leiria e os restantes 30%,equivalentes a cerca de 502mil euros, eram da responsabilidade da Junta de Freguesia de Marrazes, e conseguidos através da venda de lotes na Zona Industrial da Cova das Faias. Contudo o desvio orçamental, levou a junta ater que suportar em cerca de70% o custo total da obra. Sem data de inauguração oficial definida, trabalho é coisa que não falta (e não assusta) para o lado de Marrazes. A procura de respostas sociais também abunda: as vagas para o lar estão há muito preenchidas e a lista de espera já é extensa. “A entrada de utentes na estrutura residencial tem que cumprir um conjunto de dez critérios. Só após o relatório dessa avaliação é que a pessoa é aceite ou não”, explica Fernando Vendeirinho. Um dos critérios a ter em conta é a ligação à freguesia. A associação calcula auferir1,015 milhões de euros em receita, a maioria proveniente das mensalidades dos utentes e das comparticipações da Segurança Social, e despesas na ordem dos 900mil euros anuais, sobretudo com encargos salariais. “Sofri bastante com o rigor que quis colocar na criação deste projeto. Será a última obra no meu percurso social e político e serei muito exigente. Os utentes são as pessoas mais importantes, por isso, os serviços têm que ser de grande rigor e qualidade para que sejamos uma referência”, conclui.